Nos caminhos que ando percorrendo, corro de medo dos perigos que carrego comigo. Sou aquele que busca na solidão o conforto do vazio e que diante das infinitas possibilidades escolhe sorrir demais pra não transparecer a dor. Quem mais sofre quando algo de ruim acontece? Tem coisa que quando acontece sucedem-se uma série de outras coisas. Dos males o mais perigo, sem ter te tenho contigo. Amor. el mar. la mar.
A mulher que anda e desencontra. Parece que foge, mas não olha pra trás, não olha pra mim. Não olho. tenho, por vezes no escuro, saudades de encontrar o meu olhar no espelho e perceber que ali dentro alguma coisa ainda cintila. Sinto a alma tuberculosa expelindo sangue.
A rua range os motores de dor na fúria de seu esplendor - na solidão do semáforo fechado olho para mim mesmo refletido nos carros da rua. A forma daquele que está só, hoje, sou eu. Sou sempre, agarrado ou não a um sonho imbecil, esse mesmo estranho que vejo hoje andando pelos cantos dos caminhos que passo correndo.
Nunca estou a passeio.
Um comentário:
é, parceiro, nessa cidade louca a gente se desencontra no meio da multidão. nunca se esteve tão só no meio de tanta gente!
- -
mas a verdade é: estava insone, passei aqui e me comovi. talvez porque encontrei nas suas palavras um pouco do que me tirava o sono...
Postar um comentário