22.8.10

- Por que você não vai?
- Não sei.
- Deveria ir. Faria bem a sua pessoa
- Também acho que faria.
- Então, o que te impede?
- Não sei, talvez as flores...
- Como assim “as flores”?
- Sempre que penso em partir elas florescem.
- E o que que tem?
- Que me perco em suas cores, que me demoro nas combinações de seus aromas...
- E os amores?
- Vão com as abelhas como o pólen, mas não vira mel.
- Vira o que então?

E, de súbito, não falou nada, bateu a porta do carro e se jogou no meio da rua. Sorte que era uma rua calma, pode dormir sossegado.

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