5.7.10


Estar deitado, estendido
com os braços ao sol aberto
sem correr algum perigo
sem ter alguém por perto

de canto a canto da praia
ouvindo intermitentes
o cantar das ondas calmas
e dos pássaros estridentes

subo e sento nas pedras do costão
e deixo o olhar seguir sozinho
revolteia o vento entre os dedos da mão
lá longe sei que há um estuário tão inho!

a rocha recebe o impacto da onda
e molha a alga e molha a conha
e o mar volta como pra pegar distância
e tentar outra vez fazer parte dessa dança

e com cinza azul amarelo e branco
pinto em mim essa memória
de dias tão azuis! de balanço...
porque quero assim a minha história.

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