Estar deitado, estendido
com os braços ao sol aberto
sem correr algum perigo
sem ter alguém por perto
de canto a canto da praia
ouvindo intermitentes
o cantar das ondas calmas
e dos pássaros estridentes
subo e sento nas pedras do costão
e deixo o olhar seguir sozinho
revolteia o vento entre os dedos da mão
lá longe sei que há um estuário tão inho!
a rocha recebe o impacto da onda
e molha a alga e molha a conha
e o mar volta como pra pegar distância
e tentar outra vez fazer parte dessa dança
e com cinza azul amarelo e branco
pinto em mim essa memória
de dias tão azuis! de balanço...
porque quero assim a minha história.
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