7.7.10

a dor de não abrir o braço
nem de deixa-lo estendido
nem de sentir, nele, o sol

a dor de não ter o abraço
de não ter te entendido
de ter deixado sem dó

aquele sorriso delicado
e simples e curto e perto
que de longe eu não via

mas havia de ter dedicado
algo que fosse mais certo
mais haver com que sentia

do que a pura e desesperada
vontade de tornar eterno
o que acaba em um instante.

e deixar você sentada
ao relento in stricto ermo
sem lucro no montante.

assim te disperso,
mesmo sabendo que
assim me dispenso.

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