17.6.07

Poema escrito quando ouvi gritos de socorro de uma garoto que era espancado por um homem. Pelos gritos que ouvi, tanto do garoto como do homem, sabia que era uma briga desigual e que o garoto sofria e sangrava muito. Não podia fazer nada, escrevi:
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Se sou eu quem chora
Deixa que sei chorar
Que lágrima minha
Escorre sem molhar.

Aqui nesse canto
Prendo o choro forte
Que não mais me encanto;
Vivo só de morte.

Olha com ternura
Meu rosto querubim
Olha bem de perto
Vê se me vê aí.

Dor que dói no corte
De tuas palavras
Ditas sempre em vão,
Vão tentar a sorte.

E o que dói em mim
Sei que para ti
Não é mais que apenas
Dor que dói em mim.

Não me olhem agora,
Que já não me iludo
Se por ora choro
É que não seguro

O dia acabando
E há tentativa
De dormir querendo
Acordar sorrindo

Um comentário:

Anônimo disse...

gostei desse...é daquilo que vc me contou do seu vizinho??