23.5.11

"JULIETA — Romeu, Romeu! Ah! por que és tu Romeu? Renega o pai, despoja-te do nome; ou então, se não quiseres, jura ao menos que amor me tens, porque uma Capuleto deixarei de ser logo.ROMEU (à parte) — Continuo ouvindo-a mais um pouco, ou lhe respondo?JULIETA — Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.ROMEU — Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome apenas de amor, que ficarei rebatizado. De agora em diante não serei Romeu."
Ah, se o nome fosse meu maior problema
dele mudaria as letras e sem mais delongas
seria quem quiseres que eu fosse, Helena.
Faria como o fez Romeu e aceitaria logo
ser chamado apenas de amor e nada mais
que amor é o que traduz hoje tudo o que sou.

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