Há uma dualidade nas coisas que vejo, que não sei bem se é uma mistura do que, de fato, vejo com o que penso ver, ou se só são meus dois olhos disputando a primazia da imagem. Há sempre muita coisa escondida nas cores que me chegam. Não sei mais tão bem os caminhos que devo fazer para chegar de um lugar ao outro. Estou ficando metódico demais com as coisas que eu gosto, mas com as pessoas que mais gosto estou ficando cada vez mais distante. Não por nada. Só.
Já senti isso outra vez. Essa carência, esse sofrer lânguido que derrama minhas lágrimas sem eu querer chorar, faz de mim uma outra dualidade que não vejo, se não refletido. Há uma dualidade em mim, que sente a mesma coisa que senti antes. Sou agora o que sinto por isso sou hoje o que fui também a uns três anos atrás e agora me dou conta que era, também, o que sou agora. Isso me fez forte. Não por nada. Só.
Um dia melhoro, mas o caminho se mostra escondido - dual. Não vejo pra onde melhorar, talvez precise de você.
Quando você chega?
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