Do beijo cru, o abraço nu
carrega em si o breve fim
de uma vontade covarde
de sair em silêncio, fugir.
A fraca vontade de te largar
chega cheia co' as lembranças
dos chocolates e dos beijos
que não chegamos a trocar.
E de te abraçar...
E de te apertar...
Sentir seu cheiro
e pegar seu cabelo...
os cachos na mão...
não, nunca! Não!
De ouvir teu riso tímido,
e ver teus olhos fechando
vejo teu corpo caído, mínimo,
na cama ainda fraqueando.
Passo o dia na ilusão
do passado que seria
se não fosse o que foi.
Bate rápido o coração,
bate no peito que queria
voar como o tempo que foi.
- deixa ele voar um pouco então.
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