30.11.09

E me sobe, mas não passa a glote.

quanto devo a ti, glote.
que segura devaneios,
frases não pensadas
que sobem para a boca,
ainda bem que segura
com toda a sua força.

Com uma taça, sem vinho.
um brinde ao poder da glote!
que segura frases perigosas
que, como não são ditas,
também não são pensadas.

Engulo seco todo esse desvario.

E pronto, todo esse pensamento
emergente dos esfíncters pós-glote,
estão reprimidos.

ops! um soluço!

e que abuso, um soluço!
e parte desse pensamento sai
e já e tarde
e ele vai...
Chegou na mente, chegou
penso, presente, espera.

espera, espera, um dia passa.
até uva passa...

Um comentário:

j. disse...

dia desses a gente tava aqui em casa tentando lembrar o nome desse troço aí, a glote. aí meu sobrinho caio, de 10 anos, disse assim: "é GENGÍVULA!".

achei um nome ótemo! um brinde à gengívula e às criancinhas com caca de minhoca na cabeça!