me vi completamente nu, em pelo.
Por uns instantes, como é de costume,
fiquei ali, observava a mim mesmo.
Nunca imaginei-me assim,
vendo a mim mesmo, tudo.
vendo a todos os defeitos,
todos os detalhes, o brilho.
e o que mais me espantou
dentre todos os detalhes
meus que eu mesmo via,
era que eu podia ver-me
na terceira pessoa do singular.
Podia apontar-me
e rir de minhas desgraças.
Podia, sem remorso,
ignorar-me e fazer-me de tonto.
Podia depreciar a mim mesmo,
porque eu sou ele e
para ele não devo explicações.
Nenhum comentário:
Postar um comentário