8.11.07

amanheci ontem e já era meio-dia
o som da noite e todo o piano-jazz
agora é a panela de pressão que grita
e diz, olhando pra mim, tu que és.

amanheci com poucas memórias
do que fiz eu de cima dos meus pés
ignorante das novas histórias
que me contam. Me dizem: tu que és.

Ignoro o tempo que não vi passar
acabo de amanhecer sem lembrar
lavo uma xícara de todos os cafés
e insistem em dizer "tu que és".

e toda essa manhã que passo à tarde
faz-me feliz e lembrar dos tristes,
por que não são como sou? É simples
e de novo dizem (eles) tu que és.

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